But if I seem to act unkind... It's only me, it's not my mind. That is confusing things.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ontem eu dancei.


Foi o Festival de Encerramento do Primeiro Semestre de 2008 da Fazendo Arte, a escola de dança de Rosa Cagliani. Ela que foi dançar em outros palcos há quase dois meses, e deixou tanta gente com saudades...

Ontem foi o primeiro festival da escola que não foi organizado por Rosa. Mas que foi feito por pessoas que a amavam muito, e queriam que ela se orgulhasse. E eu tenho certeza que se orgulhou muito.

Rosa realizou meu sonho de dançar ballet, e eu vou agradecê-la pra sempre. Não sou profissional, danço pouco... Mas é um presente lindo que ela me deu, junto com sapatilhas e um collant preto que eu adoro. De mãe do meu namorado (até então), ela se tornou uma amizade intensa, querida, e eu penso nela todos os dias. É uma presença que falta, uma lacuna... E dói muito.

Todo mundo tá tentando ser feliz, do jeito que ela gostaria que fossemos mesmo. E eu tô tentando também, eu juro... Mas é difícil. É muita dor e sentimentos misturados, é uma falta que é uma fenda profunda. São duas faltas... E não dá pra entender nada, só dá vontade de chorar.

Foi o que eu fiz... Ontem depois de uma noite linda, de espetáculo, sorrisos e aplausos de presente pra Rosa, eu chorei. Por motivos óbvios, por motivos não tão óbvios. Por uma dor que parece que ninguém entende, que parece errada, mas que dói como se fosse certa. Eu não sei...

Eu só sei que a morte é um mistério, e que as coisas ganham outras dimensões depois que você tem que enfrentá-la. Eu queria saber enfrentar de um jeito mais fácil, mas eu sou um pouco fraca.

Pra Rosa, eu dancei. E pra ela eu peço muitas desculpas por não conseguir parar de ficar triste. É muita saudade e amor. É confuso demais. Você sempre brincava dizendo que queria se casar comigo, se Caio e eu terminássemos um dia. Pois sim, eu quero casar com você, minha querida.

Por não saber como agir com tudo que tem acontecido... Desculpa, Rosa.

domingo, 8 de junho de 2008

Recebi uma visita que me fez pensar.


Ela disse em seu blog que olha em volta e vê pessoas contidas... que se apegam a coisas, a rotinas, a pessoas, demasiadamente... sem coragem de jogar fora as tralhas que não constroem mais. Essas pessoas não têm o brilho dos olhos de quem vive... apenas carregam o fardo de existir.

Parece até que ela olhou em volta e me viu. Obrigada por me ajudar a entender, Gabriela.